sexta-feira, 8 de maio de 2009

Eterno Retorno


“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!“ Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?” (aforismo 56)da Gaia Ciência de Nietzsche

terça-feira, 5 de maio de 2009

a n t e s t a r d e. d e p o i s n o i t e.






Olharam ao largo, tempo e ar
Saíram ao tempo e tudo ardia
Co’alma calma, se lançaram ao mar

Uma ilha sob o tempo para a calma há
Era a cama, uma pausa, uma maravilha
Um corpo co’outro naufragava o dia

Uma ilha sob o tempo suspendendo a noite
Pro que ninguém soube e que não se esquece
Um corpo co’outro, o que não perece

Não havia pressa pra quem foi na ilha
É também amor o que se dá aos poucos


Faz tempo que assisti à aula de AA I,mas resolvi exercitar minha memória,principalmente sensitiva,para blogar minhas percepções!

Aquele dia pra mim foi feliz.A professora nos fez calar a voz, falar com o corpo.Ela nos desafiou a não temer a exposição,não temer o outro,não nos prendermos em nossos próprios limites e talvez conceitos pré-formulados a respeito de nós mesmos.

No início meu corpo-mente, parecia estar meio desligado de tudo,eu não entendia o propósito, eu não sabia até onde deveria ir naquela sala em processo de entrosamento, ainda.

Depois relaxei e fui buscando alternativas para minha rotina,não que eu realmente vá bulir nos meu cabelos de forma acelrada enquanto ando bem lentamente.Mas só o fato de parar para fazer aquilo de outra forma já resulta em conexões criativas e é importante que no nosso dia-a-dia possamos conviver e viver arte de qualquer que seja a forma.

É uma liberdade que nós temos e é tão bom desfrutar dela...

Além do sentido literal,por um lado, aquela aula é como a nossa vida, uma metáfora quem sabe...
Nossa vida caminha assim, ora em passos lentos, ora em passos rápidos, com encontros e desecontros e a gente tem que mudar nossos atos sempre.Sem contar com uma melodia ou outra que sempre nos acompanha,canções de outros ou as nossas próprias canções, que são compostas, recompostas a cada dia.E se a gente não se percebe, a gente não vai além...

Tô achando esse texto muito melosinho.Paro por aqui.

Afinal, afinal!
.fotografia 'carmo'.-Rubão
.poesia 'aos poucos é que o tempo passa'.-Raiça Bomfim
.prosa ' antes tarde'-Nti Uirá

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Encontro VIII - Rafael França

Já nos estudos sobre vídeo-arte para apresentação da minha equipe eu lia sobre a vida e obra de Rafael França. Em sala assistimos o vídeo sobre o trabalho de tal artista que carrega o mesmo nome e sobrenome de um ex-companheiro de arte.

Porém o que falar da obra vista? Fico até receoso de explanar aqui o que desejo, afinal não quero a pecha de “indivualista anti-acadêmico” do tipo que fala “Eu acho”. Mas se o pedido foi explanar do que absorveu da obra exposta então vamos lá, irei expor.

Compreendo que a reação comum da obra do coletivo e do individual mostradas, sejam o do estranhamento. Ficou claro no vídeo, assim como também pareceu obvio o relativo incomodo dos artistas pelo público e mídia não compreenderem suas obras. Mas afinal que reação esperariam eles após colocarem sacos em cabeças de estatuas sem nenhuma declaração ou explanação? Vandalismo? Nesse caso eu também pareceria um conservador de direita berrando por Vandalismo, ou brincadeira urbana de mal gosto também.

Enfim, a maior impressão que tive da obra de Rafael França e coletivo foi em grande parte justamente de um vazio, de uma intervenção oca, de uma reflexão que não me traz apreço.

domingo, 3 de maio de 2009

Para Claudia

Lendo uma das suas postagens, pensei em comentar falar sobre um artista Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.E por ele e minha vó que criei o gosto pela escola de Samba Estação 1 da Mangueira. Buscando uma de suas musicas encontrei uma que queria dividir com o grupo...

Ciência e Arte

Composição: Cartola/Carlos Cachaça

Tu és meu Brasil em toda parte
Quer na ciência ou na arte
Portentoso e altaneiro
Os homens que escreveram tua história
Conquistaram tuas glórias
Epopéias triunfais
Quero neste pobre enredo
Reviver glorificando os homens teus
Levá-los ao panteon dos grandes imortais
Pois merecem muito mais

Não querendo levá-los ao cume da altura
Cientistas tu tens e tens cultura
E neste rude poema destes pobres vates
Há sábios como Pedro Américo e César Lates.
Naquele dia enxerguei como jamais teria enxergado, somos nós doutores de nossa própria verdade que jamais paramos para ouvir a verdade do outro, mas será que existe uma verdadeira verdade? Essa pergunta jamais chegará a um consenso e as palavras de um livro que tanto gosto não me serve mais, "nada fica sem resposta" então me diga qual é a resposta? Não sabe?Mas eu sei, sei que sempre vou guardar os momentos vividos na quarta-feira e tudo que aprende, e não foi pouco, mas uma coisa eu sei, eu sei ouvir e ouvindo vozes cheguei a minha fadada conclusão eu fui feliz e por um tris a deixei escorrer, e por isso deixo meu recado, aprender é tomar conhecimento de algo e na quarta do dia 08/04/2009 através da apresentação de uma equipe desmistifiquei o conceito que tinha de performance artística ( É característica da segunda metade do século XX,mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda do início do século passado), arte vida, autobiográfico,não envolve necessariamente a participação dos espectadores, e mais...Voltei e aprofundei meus conhecimentos em arte, na aula de Valécia Ribeiro, logo tive a necessidade de pegar meu caderno e relembrar as aulas de Estética e Historia da arte, ai que saudade de você Roberto Duarte(professor, este que no primeiroc ontato causou uma certa " apatia" e ao fim estávamos lá nos despedindo de você tristes, mas com uma bagagem pesada e leve ao mesmo tempo), e li sobre Tekné( arte, habilidade para fazer alguma coisa), estética(o sentir em decorrência de um estímulo sensação de neutralidade), obra como forma formada, obra expressiva,Pareyson com os problemas da estética, conteúdo e forma," a idéia quando recordação é abstrata", efeito estético e muito mais, mas se eu fosse contar tudo iria precisar de muitos e muitos textos e mesmo assim vocês ficariam sem entender, então deixo uma das frases de Aristóteles ditas em uma das aulas(dele)...
"Todos os homens tem, por natureza, o desejo de conhecer
O prazer causado pelas sensações é a prova disso,
pois mesmo fora de qualquer utilidade, as sensações nos agradam por si mesmas
e mais do que todas as outras, as sensações visuais."
Na quarta-feira (22/04/2009),mais conhecimento e empatia ao assistir o vídeo de Rafael França, mas que fique claro a empatia foi com o uso do vermelho minha cor preferida igualmente a Carol né , Ào? Voltando ao vídeo esse que foi um testamento, se me lembro bem,o prelúdio de uma morte anunciada: "é uma verdadeira celebração dos valores que nortearam sua vida e dos quais ele jamais abriu mão, nem mesmo nos momentos de maior agonia de sua doença. No vídeo, o próprio França troca carícias com seu companheiro Geraldo Rivello, enquanto aparecem na tela os nomes de todos os amigos brasileiros e norte-americanos que foram vitimados pela Aids e a trilha sonora deixa correr uma dilacerante interpretação de La Traviata pela soprano brasileira Bidu Sayão, gravada em 1943. A última coisa que aparece no vídeo é o texto: "Above all they had no fear of vertigo" (Apesar de tudo, eles não tiveram nenhum medo da vertigem), que claramente interliga Without a Prelúdio." e de tudo que foi mostrado algo me chamou mais atenção a coragem de fazer interferências nas ruas usando a cor vermelha, naquela época.

sábado, 2 de maio de 2009

São muitos sentimentos percorrendo o corpo do extremo a extremidade mas não a nada a se fazer para pará-los,a não ser o tão somente sentir, esse turbilhão enchendo as veias acelerando o coração reunindo todos os sentidos fortificados na razão-emoção.
Sonhos, desejos estão aqui para serem realizados, basta cada um correr em direção ao caminho construído pelo destino unicamente para cada um de nós...
Meus anseios enquanto a tudo isso são muitos e poucos, mas como canta aquele que me digo fã mas ao qual não presto idolatria em seu estado bruto de total veneração...

"...muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver está me deixando louco
em guerra lutando por paz..."

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Um filme sem sexo

Achei no blog de uma Ex- Professora minha e resolvi postar aqui porque achei este vídeo muito bom. Embora seja relativo ao 8 de março (dia da mulher), a proposta é cool =)