Sou ateu. Ateu, "pelamordideus", não atoa. Sem ofensas, nem proselitismo: Ateu com fé. Não é paradoxo, muito menos contradição. Não preciso ser prolixo, nem hermético.
Qualquer religião diz que Deus está dentro de nós. Qualquer homem pode acreditar naquilo que não vê, mas sempre, para ser humano, ele precisa acreditar naquilo que não é: no signo.
A linguagem, com todas as figuras ( a metáfora, a hipérbole, etc.); a imagem, os índices, ícones e símbolos só atestam uma coisa: tudo isso é nossa capacidade de acreditar e reconstruir o mundo a nossa maneira através de processos simbólicos. A semiose é antes de tudo um ato de fé.Porquê um pedaço de papel com um beija flor desenhado pode comprar um pão? Pisou na merda? Você poderia simplismente pegar aquela nota que tem uma garoupa e usar pra limpar a sola do sapato. Todavia nós acreditamos que tem valor: e tem, mas puramente simbólico.
O divino, a mágia, os números da bolsa: acredita quem quer.
E o tempo? O tempo é esse algo que a cada instante dispomos menos. Vou te dizer: Aceite a vida. Mas lembre ela vem junto com seu próprio fim: A morte. O maior ato de humildade de um ser humano é admití-la. Adimitir que tem fim, sem a vaidade da reencarnação. Seria bem mais digno se as pessoas pensassem que só tem uma vida pra amar e para construir para os que virão, do que botarem pra fuder e esperando a salvação ou a piedade de um suposto ser superior.
Então, abusa do devir e "torna-te quem tu és", viva a dilética e por fim - não acredite em nada, só não duvide da fé.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Aula 06 (08/04/09) - Performance (tema da apresentação) e o tempo. Pirem!
Na semana em que nos foi dado a reflexão para criar uma perfomance eu fiquei sempre indagando as imagens, as idéias e os atos. E já em hora de lazer estava eu na Faculdade de Teatro da UFBA sentado a prosear com um amigo e fumar um cigarro defronte a uma parede toda pintada, composta de certo pela arte dos estudantes.
De repente a prosa entre eu e o comparsa era apenas uma, era apenas acerca daquela obra que trazia o busto de dois seres, um envelhecido e outro jovem, seguido de uma frase racista que dizia que “a felicidade verdadeira é a do negro”. Refletíamos sobre a obra de vários aspectos, desde a infeliz frase que por impulso primeiro deve ter sido redigida por quem em principio a tudo, detestava a injustiça da relação racial, e que hoje estampa numa grande parede branca uma frase “racialista”.
Porém o que se prosseguiu a esses comentários foram todos adereços da obra, algo como um túnel do tempo, seguido da expressão horrorosa do velho carregador do tempo, da força contida no semblante do personagem jovem logo ao lado pintado, enfim, aquela altura eu e meu amigo já parecíamos debater aquelas pinturas da parede como numa aula da faculdade se debate um texto, e eis que surgiu então meu link com a aula de Ação Artística e a proposta que tinha sido nos dada.
----------------
Pensei da seguinte forma: Imaginem um quadro com aquela obra que visualizávamos, a frente do quadro cadeiras em fila reproduzindo uma sala de aula no meio da rua, praça ou avenida. A Ainda em frente ao quadro claro um professor, esse sim seria o ator da perfomance.
Eis o cenário: Uma sala ao ar livre, com as cadeiras vazias e um professor parecendo não enlouquecido dando aula sobre a obra de arte que trata da questão do Tempo, em meio da rua.
Curioso: Os passantes parariam nas cadeiras como se fosse uma palestra pública ou algo fora do rotineiro do cenário?
Reação: Mesmo que as cadeiras ganhassem público, o ator-professor manteria a sua atenção nas cadeiras, deixaria claro até o “não enxergar o público”, e faria referencias sempre citadas as cadeiras, tipo: “vós madeiras precedem no tempo a existência de nós humanos, e por quanto...” Trabalhando assim a noção e debate acerca do Tempo como de forma crítica a relação do homem com a natureza e por ai vai.
Intuito da performance: Trabalhar a noção e debate acerca do Tempo como de forma crítica a relação do homem com a natureza.
Conclusão: Assim como pedido, eu PIREI!!! Para bolar algo que coubesse no formato de perfomance, buscando também uma intervenção com conteúdo social que me interesse, porém imaginando em todo formato artístico por conta da questão cênica contida e da possibilidade de um texto hilário para o tal “monologo” do ator.
Glauber Albuquerque
De repente a prosa entre eu e o comparsa era apenas uma, era apenas acerca daquela obra que trazia o busto de dois seres, um envelhecido e outro jovem, seguido de uma frase racista que dizia que “a felicidade verdadeira é a do negro”. Refletíamos sobre a obra de vários aspectos, desde a infeliz frase que por impulso primeiro deve ter sido redigida por quem em principio a tudo, detestava a injustiça da relação racial, e que hoje estampa numa grande parede branca uma frase “racialista”.
Porém o que se prosseguiu a esses comentários foram todos adereços da obra, algo como um túnel do tempo, seguido da expressão horrorosa do velho carregador do tempo, da força contida no semblante do personagem jovem logo ao lado pintado, enfim, aquela altura eu e meu amigo já parecíamos debater aquelas pinturas da parede como numa aula da faculdade se debate um texto, e eis que surgiu então meu link com a aula de Ação Artística e a proposta que tinha sido nos dada.
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Pensei da seguinte forma: Imaginem um quadro com aquela obra que visualizávamos, a frente do quadro cadeiras em fila reproduzindo uma sala de aula no meio da rua, praça ou avenida. A Ainda em frente ao quadro claro um professor, esse sim seria o ator da perfomance.
Eis o cenário: Uma sala ao ar livre, com as cadeiras vazias e um professor parecendo não enlouquecido dando aula sobre a obra de arte que trata da questão do Tempo, em meio da rua.
Curioso: Os passantes parariam nas cadeiras como se fosse uma palestra pública ou algo fora do rotineiro do cenário?
Reação: Mesmo que as cadeiras ganhassem público, o ator-professor manteria a sua atenção nas cadeiras, deixaria claro até o “não enxergar o público”, e faria referencias sempre citadas as cadeiras, tipo: “vós madeiras precedem no tempo a existência de nós humanos, e por quanto...” Trabalhando assim a noção e debate acerca do Tempo como de forma crítica a relação do homem com a natureza e por ai vai.
Intuito da performance: Trabalhar a noção e debate acerca do Tempo como de forma crítica a relação do homem com a natureza.
Conclusão: Assim como pedido, eu PIREI!!! Para bolar algo que coubesse no formato de perfomance, buscando também uma intervenção com conteúdo social que me interesse, porém imaginando em todo formato artístico por conta da questão cênica contida e da possibilidade de um texto hilário para o tal “monologo” do ator.
Glauber Albuquerque
quarta-feira, 22 de abril de 2009
video arte - modus operandi
segue o video que recomendo no campo da video arte, a tecnica é stop motion,
segue o link só como dica mesmo que caberia para apresentação do meu grupo de video arte.
http://www.youtube.com/watch?v=NcfXoXeHBZM
segue o link só como dica mesmo que caberia para apresentação do meu grupo de video arte.
http://www.youtube.com/watch?v=NcfXoXeHBZM
O curioso caso de B. BUTTON
Cinema em Cena Leitores
Curioso Caso de Benjamin Button, O (2008)Curious Case of Benjamin Button, The
Direção: David Fincher Roteiro: Eric Roth Elenco: Spencer Daniels (Benjamin Button aos 12 anos), Tilda Swinton, Brad Pitt (Benjamin Button), Taraji P. Henson, Elle Fanning (Daisy com 7 anos), Jason Flemyng, Julia Ormond (Caroline), Cate Blanchett (Daisy), Chandler Canterbury (Benjamin Button aos 8 anos) Sinopse: Benjamin Button tem uma característica incomum: nascido com oitenta e poucos anos, ele rejuvenesce a cada dia que passa. Ainda assim, é um homem como qualquer outro, que não pode parar o tempo e precisa percorrer seu caminho, vivendo a sua história ao lado das pessoas que conhece e os lugares que freqüenta durante a sua jornada. Mas sua história é, principalmente, sobre o amor, e a dificuldade de estar ao lado de uma bela mulher, que envelhece enquanto ele fica mais jovem a cada dia.
Acho a idéia paradoxal do tempo abordado neste filme e o que o tempo representa p/ a vida de cada um. O rítmo de cada um. A percepção de cada um.
Vejo essa concepção usada em forma de peça teatral, onde o rítmo pode ser abordado em forma de dança, haveria a participação efetiva de todo o BI , se for o caso , ou da turma 05, se for tbm o caso. E teríamos como usar pessoal tanto no palco como (aos mais tímidos como eu)
na iluminação, cenário, som...e td o mais.
Curioso Caso de Benjamin Button, O (2008)Curious Case of Benjamin Button, The
Direção: David Fincher Roteiro: Eric Roth Elenco: Spencer Daniels (Benjamin Button aos 12 anos), Tilda Swinton, Brad Pitt (Benjamin Button), Taraji P. Henson, Elle Fanning (Daisy com 7 anos), Jason Flemyng, Julia Ormond (Caroline), Cate Blanchett (Daisy), Chandler Canterbury (Benjamin Button aos 8 anos) Sinopse: Benjamin Button tem uma característica incomum: nascido com oitenta e poucos anos, ele rejuvenesce a cada dia que passa. Ainda assim, é um homem como qualquer outro, que não pode parar o tempo e precisa percorrer seu caminho, vivendo a sua história ao lado das pessoas que conhece e os lugares que freqüenta durante a sua jornada. Mas sua história é, principalmente, sobre o amor, e a dificuldade de estar ao lado de uma bela mulher, que envelhece enquanto ele fica mais jovem a cada dia.
Acho a idéia paradoxal do tempo abordado neste filme e o que o tempo representa p/ a vida de cada um. O rítmo de cada um. A percepção de cada um.
Vejo essa concepção usada em forma de peça teatral, onde o rítmo pode ser abordado em forma de dança, haveria a participação efetiva de todo o BI , se for o caso , ou da turma 05, se for tbm o caso. E teríamos como usar pessoal tanto no palco como (aos mais tímidos como eu)
na iluminação, cenário, som...e td o mais.
terça-feira, 21 de abril de 2009
4º de tudo um tudo
como já havia dito,
já fiz de tudo
um pouco.
vir para cá foi muito além de fazer artes,
foi continuar fazendo de tudo
porém...
um muito.
já fiz de tudo
um pouco.
vir para cá foi muito além de fazer artes,
foi continuar fazendo de tudo
porém...
um muito.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Aula 06. Por Natureza
Ivani: "A Performance e o Tempo."
"Pirem!"
A ordem é pirar???? Tá bom, eu piro.
Performance - Tempo
Pé-formance, romance
Tem pé, tem po
forma-se algo que é bom
Parei, pirei.
Ande, pare.
Rápido! De...va...gar...
Olhe, siga, ria, contemple, complete, comemore.
"Seja você. Mesmo que seja bizarro, bizarro"
Pés no chão, mãos na cabeça
mãos no pé, pé nas estrelas
nas luzes das velas
está chegando ao fim a nossa aula
mas, já????
passou rápido
Performance em teoria
Performance em prática
em quase quatro horas posso ser você
posso ser nós todos
posso ser eu mesma
convidada observa os pés sem cabeça e as cabeças sem limites
girando na roda, rendando a gira
você morreu, acabou
nunca é tarde, acenda a vela à vela
peça ajuda se preciso for
mas não morra, não morra de amor
nem de mais nada que seja
"Seja você, mesmo que seja estranho!"
A performance é real, pois o ser é natural
esforça-se para ser algo que está em você
deixa florescer a beleza do teu ser
Parabéns, você conseguiu
consegue e conseguirá
sempre que quiser
Mas "seja você!"
O tempo já passou
quero te abraçar, comemorar
a evolução da nossa lida, a nossa arte
e o tempo já passou
mas não quero ir agora
quero ficar aqui, com você
minha companhia acompanhada
aqui, todos somos um
Pirados
Rá, rá, rá
Ri, ri, ri
huuuuummmm..... huuuuummmmm
o tempo já acabou, as fichas vão cair
me segura, me pega, não me deixa balançar
vem, vem, fica comigo lá fora também
só aqui não é bom
quero mais, mais.... mmmmmais, maaaaais, maiiiiiis, maisssss
ACABOU!
Natureza França
"pirada"
"Pirem!"
A ordem é pirar???? Tá bom, eu piro.
Performance - Tempo
Pé-formance, romance
Tem pé, tem po
forma-se algo que é bom
Parei, pirei.
Ande, pare.
Rápido! De...va...gar...
Olhe, siga, ria, contemple, complete, comemore.
"Seja você. Mesmo que seja bizarro, bizarro"
Pés no chão, mãos na cabeça
mãos no pé, pé nas estrelas
nas luzes das velas
está chegando ao fim a nossa aula
mas, já????
passou rápido
Performance em teoria
Performance em prática
em quase quatro horas posso ser você
posso ser nós todos
posso ser eu mesma
convidada observa os pés sem cabeça e as cabeças sem limites
girando na roda, rendando a gira
você morreu, acabou
nunca é tarde, acenda a vela à vela
peça ajuda se preciso for
mas não morra, não morra de amor
nem de mais nada que seja
"Seja você, mesmo que seja estranho!"
A performance é real, pois o ser é natural
esforça-se para ser algo que está em você
deixa florescer a beleza do teu ser
Parabéns, você conseguiu
consegue e conseguirá
sempre que quiser
Mas "seja você!"
O tempo já passou
quero te abraçar, comemorar
a evolução da nossa lida, a nossa arte
e o tempo já passou
mas não quero ir agora
quero ficar aqui, com você
minha companhia acompanhada
aqui, todos somos um
Pirados
Rá, rá, rá
Ri, ri, ri
huuuuummmm..... huuuuummmmm
o tempo já acabou, as fichas vão cair
me segura, me pega, não me deixa balançar
vem, vem, fica comigo lá fora também
só aqui não é bom
quero mais, mais.... mmmmmais, maaaaais, maiiiiiis, maisssss
ACABOU!
Natureza França
"pirada"
sexta-feira, 17 de abril de 2009
6ª. Aula.
Parto de uma idéia de arte que se transforma numa proposta de vídeo arte que pode fazer parte de uma instalação que pode apresentar uma performance que pode ser transmitida ao vivo numa web arte.
A idéia de arte é um cartum.
O cartum tem uma certa proximidade com os koans orientais. Uma síntese que pode significar o tudo, o pleno, o absoluto de uma idéia compreendida num “insight”.
“Insight”: palavra inglesa incorporada no nosso vocabulário português para substituir, de uma forma mais mercadológica do que científico-filosófica, a expressão “iluminação interior” que mais tem haver com uma enunciação artístico-religiosa.
“Insight”: palavra inglesa incorporada no nosso vocabulário português para substituir, de uma forma mais mercadológica do que científico-filosófica, a expressão “iluminação interior” que mais tem haver com uma enunciação artístico-religiosa.
Idéia (são imagem e semelhança?) X Ídolo (são?)
Novas Idéias (falsas ou verdadeiras) surgem de inquietações diante dos Ídolos (falsos ou verdadeiros). Ídolos são Idéias concretizadas, corporificadas ou personificadas. Na concepção de Martin Buber, a Idéia corresponderia à relação EU-TU e o Ídolo à relação EU-ISSO.
A idéia de arte surgiu de uma inquietação minha diante do ídolo “Aniversário”.
Novas Idéias (falsas ou verdadeiras) surgem de inquietações diante dos Ídolos (falsos ou verdadeiros). Ídolos são Idéias concretizadas, corporificadas ou personificadas. Na concepção de Martin Buber, a Idéia corresponderia à relação EU-TU e o Ídolo à relação EU-ISSO.
A idéia de arte surgiu de uma inquietação minha diante do ídolo “Aniversário”.
Ela sustenta o tema da minha proposta que é: o passar do tempo comemorado no dia do aniversário.
(...)
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