terça-feira, 31 de março de 2009

SEM TEMPO


O tempo é algo estranho, o homem tenta entende-lo falando de presente e da consciência do ser no meio temporal, isso me dá arrepios. O presente pra mim é algo inexistente no meio material sendo um passado constante, às vezes ele se revela como renovação do instante agora, o presente vira passado instantaneamente quando ele deixa de ser pensamento e vira fenômeno do material concreto, mais o pensamento não é fenômeno? Então o presente só existe antes mesmo do pensar?

A linha temporal é como um túnel que você passa com uma lanterna, o local por onde já passou é o passado, se olhar pra trás já tem muita coisa esquecida na escuridão, a sua frente o local onde a lanterna ilumina é o futuro e a cada passo você vê mais adiante, e o presente? JÁ vai virando passado, o presente existe em uma fração de tempo tão rápida (mais rápida que a velocidade da luz), antes mesmo da ordem de comando “uma passo a frente!” O presente é mais rápido que o próprio pensamento? Não podemos analisar o presente no agora só depois que ele passa!

Também digo que o presente sempre esta existindo mais não com grau de infinitude como se sempre existisse, o presente morre e nasce tão rápido que existe mutuamente como se cada instante fosse um novo presente que vai virar passado para dar espaço a mais um presente e assim por diante! Um presente passado?
O tempo nasceu e morreu em uma explosão, o que a gente vive é um resto de luz deixa do por ele, o que nos é intimo, o tempo é maia nossa forma de organizar essa realidade, o tempo é uma dor e não é nada além!

O tempo da voz de Cícero

Assim como Bispo do Rosário vou tecendo minha "tela" a cada aula. Me "embodieando" aos poucos naquela gama de inusitados comentários e falta de comentários.
O tempo cantado por Cícero dá vontade de parar no tempo e sem nenhuma pretensão de ser linear como o quis Edgard Navarro, vou agregando aos meus passos outros passos e outros sons. Imagem? Palavra?...Não importa! Tudo é linguagem. O que importa é deixar fluir, fruir e reverberar...respeitando meu rítmo e aprendendo a ouvir outros e, quem sabe, me fazendo ouvir.

segunda-feira, 30 de março de 2009

c a t a t e m p o


Na casa de vô Messias,

nada faltava nem findava.

Quando o fogo miava,

ele exclamava,

“oh o começo do escuro”.

Carecendo de água extinta,

ele dizia,

“a sede tá com sobra”.

Se perdia uma lembrança,

“tô sentindo esquecimento”.

Vô Messias era um magro

forte e sorridente.

Viveu para sempre

reciclando excessos

e se encantando de começos.




Assim como na vida de Edgar Navarro, na vida de Guiga,o passado está sempre presente.É sempre algo a 'retornar' para sabermos quem somos, o que estamos fazendo aqui ou ali....
A história do autor e do protagonista do filme 'Eu me lembro' se entrelaçam com a história brasileira durante todo o longa-metragem.
Embora a narrativa seja clássica:a obra é apresentada de forma cronológica- o crescimento de Guiga,se demorando nas descobertas da infância até a adolescência- ,o tempo não é tratado como linear,uma vez que passado e presente se confudem,como alucinações de um cogumelo.O resgate de outros tempos, afinal, não seria possível se eles fossem mesmo tão distantes.
Guiga nunca para de absorver seu agora e seu antes, desde sempre ele é atento a tudo e nunca para de ser atento a tudo, inclusive ao que "passou".
Nós nos aproximamos de nossas lembranças, assistindo o filme.O resgate memoralístico é inerente a todos.



.imagem.-Nti Uirá
.poesia.-Raiça bomfim
.catatempo.-Nti Uirá

Aula 03 e 04 - Por Magno Calazans

Retornando ao tempo e a temporalidade e levando em consideração a RAZÃO e a EMOÇÃO, pensemos em um segundo e somente nele, e isso basta, para compreendermos que nessa única fração de tempo, estamos estabelecendo sinapses e, o coração, nesse mesmo momento unívoco em que deliberamos a percepção, encontra-se em sístole e diástole. Então, é possível que em questão de um segundo vivamos, em conjunto, pensamentos e sentimentos próprios à situação que nos possibilitou possuí-los. E, a partir dessa ótica, torna-se praticamente impossível pensar sem sentir as idéias que nos permeiam, ou sentir sem ponderar sobre os sentimentos que nos rodeiam. Como dizia Fernando Pessoa:
"Meu pensamento é um rio subterrâneo.
Para que terras vai e donde vem?
Não sei... Na noite em que o meu ser o tem
Emerge dele um ruído subitâneo"
E René Descartes conclui: "Penso, logo, existo".
Hoje eu sei que existo porque sou (ponto)! E sendo sinto que penso e acabo também pensando nas coisas que sinto simultaneamente. E, a partir disso, sabendo que estou vivo, torno-me uno comigo e com os outros, com as coisas e com o universo. Fora isso, penso - na inércia das atividades humanas, que a morte ganha muito significado.

domingo, 29 de março de 2009

Razão e emoção

Entre aquela vela
cujo o vento fazia o barco navegar num mar sem fim
E a outra vela
cujo o fogo das suas chamas talvez pudesse diminuir o frio
Foi seguindo a aula 

Entre razão e emoção 
eu fico com a emoção
ops não pode separa-las
pois somos razão e emoção
Mesmo que o tempo seja companheiro ou inimigo
razão e emoção estão sempre unidas
mas de formas distintas

Pense na emoção
de cantar uma musica 
E na razão
embutida em todo contexto
Pense na imagem do iconoclasmo
controle politico-religioso
contra a idolatria? quizás podesse ser apenas isso

E Glauber com o dualismo
A cocaína usada por Freud, como remédio
As ideias de Camilo
O tempo,tempo,tempo....
onde começa onde termina?

Luiza Glads no vídeo
e a ideia de superioridade e inferioridade
como podemos ser realmente inferiores ou superiores
se somos iguais

Apenas signos 
e ponto de vistas distintos
várias luiza's
várias pessoa's
mas uma única turma
em ação............... 
................artística.

"Eu me lembro". Por Natureza

O Tempo.
O Tempo traz consigo as suas temporalidades. O filme, características de uma época e suas peculiaridades, ora severas, ora intrigantes, ora desafiadoras. Todos os momentos de uma trajetória marcada, assim como todas as outras, por descobertas.

Cada personagem, assim como os seres humanos do outro lado da tela, estão determinados a cumprir sua trajetória. Ao iniciar a caminhada, outros já estão no meio do caminho, e o então recém-chegado (Guiga, personagem principal da auto-narrativa*) seguirá com guias, que serão também suas referências, já inseridos em outros tempos de seus próprios itinerários.

Cenas se entrelaçam mesmo quando apresentadas em tempos, situações e personagens distintos. E o tempo, linha extensa e resistente dessa história, se mantém presente, unindo e harmonizando estas cenas.

O Protagonista narra a sua vida e as vidas que a sua encontra. Ao compartilhar experiências com essas outras vidas, Guiga autentica sua origem e define, justificando, o que lhe trouxe às conseqüências.

Tempos apresentados sequencialmente com muita similaridade épica. Traços de um percurso com características que nos remetem ao mesmo tempo da história, de fato, real.

Os encontros de vidas de várias idades nos permitem acompanhar diversas trajetórias dentro de um único contexto sócio-cultural. Contexto este onde podemos esbarrar em dores e necessidades distintas, e que nos presenteia com uma porção de tempos pessoais. Vários tempos em um tempo. E um tempo paralelo a outros tempos.

Dois Tempos:
· Pai adulto, severo. Filho adulto, vadio.
· O fim do tempo de sua mãe lhe direciona para um outro tempo.

O nosso protagonista percebe num determinado momento, que todos os tempos em que estava inserido explodem em sua memória a passar um “filme intenso”.
Todos os tempos juntos num só lugar e o ponto de observação é o mesmo baú que guardara tudo isso.
O “filme” é trazido por Guiga, ora involuntariamente, ora estimulado por componentes alucinógenos.

Brincando com o Tempo:
· Pai, num tempo bravo e soberano, noutro dependente e pacífico. Um pai que bate e esbraveja num tempo, noutro propõe pacto de não agressão, pois agora não é mais tão forte.
· Guiga, um tempo inocente, um tempo rebelde, um tempo sem rumo.

Tempos que se desencontram e divergem por conveniência, descarte, morte, não uso, mal uso.
“’Creo’ morreu durante o carnaval.”
Se um tempo acaba, outros seguem.

Tempos que se encontram e convergem através de idéias e ideais, lutas, protestos, violência.
“Ame-o ou deixe-o.”
O tempo tormenta um homem, um personagem.

Guerrilheiros lutam na guerra, neuróticos lutam contra suas próprias cabeças, tudo ao mesmo tempo. Tempos diferentes e igualmente ruins.

Ir para um tempo fugindo de outro. E no encontro que sucede:
“A alegria é a prova dos 9”

Encontro com um novo tempo para esquecer as farsas pintadas pelo antecessor:
“Aquela sim, foi a minha primeira comunhão.”

Rever-se, redescobrir-se, atentar para outros tempos inicialmente não pareceu agradável para Guiga. Foram necessários tempos de meditação.
“Conhecer-se a si mesmo foi a causa da sua desgraça.”


Tempos com os outros é aceitar o tempo dos outros, mesmo que o incomode, mesmo que não concorde. Para mudar, terá de ir para outro tempo!!!

O tempo espera:
“...Eu queria aprender guitarra, mas depois eu vejo...”
“...Mais cedo ou mais tarde você vai encontrar a esfinge...”

O Tempo tem cor, cheiro e estimula sensações. O Tempo é o quebra-cabeças, cada peça ao seu tempo.
“Um dia tudo que existe vai virar luz.”

Donos do seu Tempo ou levados pelo Tempo por não conseguir tomar posse dele? O tempo vai e volta, insiste em ficar... Nós insistimos para que ele fique ou vá.
Todas as vidas, todos os tempos.

Por fim, Guiga na roda e o Tempo em volta. Todos os tempos responsáveis pela construção de cada um de seus Tempos.

“Quando abrir os olhos, vai ficar tudo bem outra vez.”

Natureza França
29/03/2009

Finalmente minhas postagens

Sobre aula 3 – 18.03.09

Agora anda virando rotina, todos os dias quando o por do sol ainda ameaça vir me sinto tonto, me falta um pouco de ar, a pressão baixa e me vem uma gigantesca e irreal sensação de “Hiper deja vu”.
Lembro de imediato que essa sensação não é algo de novo em minha vida, porém quando isso ocorria, eu era apenas uma criança naquelas longas varandas do saudoso apartamento de Olinda.
Fico intrigado com essa sensação que vem tão forte que me faz parar o que estiver fazendo e apenas pousar meu corpo que fica imberbe de uma sensação que me conecta automaticamente aos sintomas dos 8 anos.
Por conta dos sintomas físicos esta sensação me remete de forma latente a uma época me deixando como quem quer desvendar os mistérios do Tempo, sim só pode haver mistérios para este que me precipita em tantas reflexões.
O que seria esse tempo, que leva e traz como uma ponte o menino pernambucano à esse jovem baiano [a se reformar novamente numa escola acadêmica] e ainda a indagar os sintomas do “Hiper deja vu” sentidos da mesma forma?
O caro amigo Abrahão costumava balbuciar: “O tempo, esse velho carrancudo sempre a nos encarar!”. Ou para tornar ao egocentrismo, em outrora escrevi no conto da SAGGA: “O tempo só fez passar, e perceberíamos todos que era ele realmente um meticuloso jacaré que fazia tic-tac numa terra do nunca. “.
Há quanto tempo escrevi essas linhas também já saudosas? Há quanto tempo fico a refletir sobre essa medida que aponta o espaço que se passou de um ponto ao outro? A questão é que o poeta bem cantarolava que ele é isso que “Não Para” e por conta disso melhor cessar por essa linha antes que o tempo que tenho para dormir acabe.

Tempo, tempo...
Glauber Albuquerque




Sobre aula – 11.03.09
As impressões do primeiro debate pintam o quadro high-tech, ou tecem a malha metálica da perna de um robô. Pois bem, me admira DEBATER a tecnologia sem fim na arte, moldando-se numa só, mas não me agrada tanta arte conceitual, inda mais banhada de pura tecnologia, mas tudo bem, não podemos expressar juízo de valor, pechas individuais, nem opiniões pessoais, estamos na Academia.

No mais, um texto interessante para se analisar um assunto importante, que não deve passar sem contestações e divergências de opiniões, assim pede a lógica do conhecimento.

Vamos à síntese, ou a tese já esta formada?
Glauber Albuquerque





Sobre aula – 04.03.09
Eis o primeiro dia onde adentro a Universidade Federal para iniciar um curso, já que tal caminho tanto percorrido sempre levava as festas ou encontros. Não nego! Em principio, defronte havia uma festa, música, dança, intervenções, palco, luz, pessoas a grama, e o novo, tudo tecido pelo novo surgindo a cada passo.
Uma biblioteca, uma sala de computadores, uma sala 108 vazia e escura que de minutos em minutos tornava a passar pela frente a espera, eis já uma expectativa. Cumprida ao ouvir a fala que dizia que EU ME LEMBRO, seria a obra para analise, filme que há cerca de dois meses tem sido minha empolgação. Para completar as belas expectativas: A notícia que teremos aulas praticas com programas, a palavra memória para se refletir, e a palavra tecnologia para se debater, acredito então que estou no curso certo.

Eu me lembrarei!!!
Glauber Albuquerque