Um (possível) segundo argumento: a relação corpo-mundo é estabelecida e modificada no tempo de cada relação self-corpo.
No corpo humano habita um observador chamado neste contexto de self. Não se sabe o que determina este observador. Seria a mente e/ou o cérebro e/ou o coração e/ou o espírito e/ou a alma? O saber não sabe, aliás, não existe consenso entre os diversos saberes produzidos pelo homem. Mas, o fato é que cada corpo humano habita um observador dotado de percepções e sensações, pensamentos e reflexões, atitudes e ações. Este corpo materializa o observador e legitima a sua existência.
Um desses saberes que não sabe é a arte e um de seus produtos é o filme “Eu me lembro” de Edgard Navarro. Através de uma narrativa linear, o filme apresenta uma história de vida e a passagem do tempo na perspectiva do self do personagem principal. É notório nesta obra que cada relação self-corpo é situada no tempo do seu observador. Tempo que estabelece e modifica a relação corpo-mundo. Consequentemente, tempo que transforma o observador e legitima a sua existência.
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