segunda-feira, 23 de março de 2009

A Arte de transformar

Auditório cheio, cheiro de mofo...e aquele homem magrinho la no fundo esperando sua hora de falar e ser loucamente profundo. (aviso ...estou sem sinais gráficos)
*Não acredito num Deus que não sabe Dançar!*...e começo a transformar meus pensamentos a respeito daquele homenzinho que quase dançou por não conseguir conviver pacificamente com um tempo de repressão social, Política e pessoal. Não da pra pressionar as asas de quem tem espírito de passarinho.
Ele encontrou na arte a sua válvula de escape e transformou sua dor em luz, em catarse. Transformou e transforma dor em cor, repressão em escracho, realidade em devaneio. Um homem preso ao passado que ainda e muito presente dentro dele. Um homem com medo do futuro e de sua esfinge...então, ele finge que eh frágil e enfrenta com coragem e transparência todo tipo de pergunta.
Ouvindo aquele homem discorrer sobre seu trabalho, percebo a coerência dentro da sua incongruência e ...tudo se encaixa e ele consegue completar o seu desenho.
Os acontecimentos provocam nele movimentos peristáuticos...ele eh visceral porque a vida o atinge e o transforma. Ele não eh um ser neutro diante das circunstancias...ele se envolve e devolve tudo em forma de arte. Fala de maconha o tempo todo mas a impressão que tive eh que fala da fumaça e sua simbologia libertaria, seu *tubo de oxigênio* que o faz digerir e colocar para fora tudo o que ele quer limpar de dentro de si mesmo, nem que para isso ele tenha que ser um homem que nunca dorme.

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